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Forasteiros e vivências que encontrei ao longo das bifurcações.

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 5 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura

Quando aterrissei no fundo do poço meu corpo fez um eco estranho pelas paredes. Estava somente eu, vazio, naquele fundo cheio de meus próprios vazios, desistências e arrependimentos. Com o corpo dorido tentava cavar ainda mais a procura de minha essência que estava em queda livre tempos antes de mim. Estaria sendo hipócrita se dissesse que as experiências anteriores que vivi ao longo de todo esse tempo não foram boas, pelo contrário, foram as melhores vivências que já pude ter até então, porém quando se atinge o fundo do posso, continua fingindo sorri e não quer sair de lá é sinal de que há algo errado.


Havia um espaço incompreensível em mim do qual preenchi com meu silêncio e a solidão que construí para minha carcaça. E essa solidão, tão bela que confortavelmente e sorridente me acompanha indiferente aos amores verdadeiros e falsos de meu cotidiano, solidão da qual sempre posso coexistir quando estou cansado, exaurido e a abulia apetece em meu peito.


Sei, agora eu realmente sei que vivo diferente e Eros não acontece a todos, talvez este seja a base de minha essência, isso me falta, porém como contorná-la, como vivê-la até exauri-la. Eu sei que isso vem naturalmente, não quero procurá-lo, porque sei que não estarei procurando o amor em si e sim a sua falta que aprendi a perder. Eu sei da falta que as vezes a falta faz, mas preciso para viver.




Sempre gosto de estar preparado para tudo de ruim que possa de acontecer, gosto de não me esgotar de alternativas para escapar da dor que espero no deserto de tártaros, porém sempre me surpreende a vida, e em todas as bifurcações possíveis de minha existência nunca pensei que poderia conhecer tantos forasteiros fantásticos e tantas vivências, e por mais sofrendo, sou grato.

Ainda aguardo, porque sei que virá, novas tormentas, porém eu agora, um navegador um pouco mais experiente e com algumas novas peças nessa Nal.

E tudo isso, todas essas vivências, estes forasteiros, essas bifurcações e essa noite; abriram meus olhos para tudo. Muitas esperanças se foram, mas o sonho ainda é real.

 
 
 

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