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Remanescência de distantes anos passados. (Poema)

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 23 de nov. de 2017
  • 2 min de leitura

A madrugada fria de novembro chuvoso

recai sobre nossos ombros

sussurrando verdadeiramente:

"O mundo não se importa com tua solidão!"

E o depressivo e frio

canto escuro de meu quarto,

que se forma toda madrugada,

de onde guardo meus mais densos segredos,

abriu-me os braços acolhendo-me docemente.

Quado meu corpo completamente

naquele canto depositado estava,

você simplesmente deixou cair em meu corpo nu

a fria e afiada lâmina

que outrora me cortava.

Como ousou deixar-me fortemente tentar lhe esquecer?

Como ousou deixar-me acreditar

que as dores iriam embora

quando partistes também?

Tu não se importas com minha solidão!

Como fora deixar,

que aqueles fantasmas acariciassem todo meu corpo?

Como ousou observar,sem se mexer

aqueles fantasmas pressionarem meu estômago

Até que eu vomitasse?

(Talvez essa minha nova dor

seja muito para que possas suportar)

Ainda consegues enxergar,

enquanto lavo-me

daquelas mãos sujas?

...Sobre mim tomaras tu o controle

e eu a culpa.

...E todos os meus desejos para a madrugada,

agora que desaparecera.

Ainda desejo que encontre-me antes do amanhecer.

Veja que ainda estou nua

no canto escuro de meu quarto,

minhas mãos estão amarradas

e sua frieza estremecem meu corpo,

sabes que a única doce dor

vens de tuas mãos.

e agora nessa densa madrugada

em que chove densamente,

não consigo fazer

com que corte profundamente minha pele nua e fria,

que corte tão profundamente

que separe os músculos,

tão profundamente que acorde abulia;

não consigo fazer com que me faça sangrar!

As palavras escritas em minha virilha,

estão quase desaparecendo.

Como poderei explorar a mim mesma com uma faca

sem tais palavras que mostram-me o caminho?

Como poderei escrevê-las novamente?

...A constante necessidade humana dos desapontamentos

para justificar imperfeições.

Agora que não queres me cortar

terei de meu corpo arremesar

contra objetos e paredes

até que quebre um de meus ossos,

só assim estarei hábil

a explorar a mim mesma com uma faca.

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(SEGUE O LINK COM A PÁGINA DO ARTISTA/FOTÓGRAFO DA IMAGEM ACIMA: https://laura-makabresku.deviantart.com/gallery

iF YOU WANT I DELETE THIS IMAGE,PLEASE CONTACT ME: lucasanterodepaula@gmail.com)


 
 
 

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