Nada, além de ser o que sempre fui
- Lucas Antero

- 29 de jan. de 2017
- 2 min de leitura
Sabes que sempre lhe amei não foi. Sabes que sempre desejei estar ao teu lado,sabes também que sempre fui essa garota que sentia o ossos doerem. Foram vinte e cinco palavras escritas em minha pele com aquela lâmina bastante fria e afiada, decima nona palavra escrita em minha virilha: “Desaparecer”. Entendes que a partir de hoje abri mão de algumas coisas que me faziam doente,mas que meu coração ainda continuará com a maioria dos sentimentos,que serei essa oscilação bastante severa,que permanecerei com a porfiria cutânea,entretanto sorrirei um pouco mais,verá que permaneço mais tempo na varanda de casa,e ainda uma das coisa mais importantes,que ainda serei sua,que ainda também estarei sob o controle da atmosfera. Quero que entendas que a partir de hoje,também será difícil para mim,mas começarei a acreditar em algo,por mais que ainda ache que estaremos indo de encontro ao breu no final. Quero que saibas que inda continuo um pouco perdida,que meus passos ainda são lentos porque tenho bastante medo de caminhar,tenho bastante insegurança.
Talvez a mecânica de meu corpo mude.

O céu deveria ser vasto e expressar a infinitude de tudo que viveremos,estou olhando para ele agora e pensando muito em você e como retornarei para casa amanhã,sabendo que um dia nunca é como outro,por isso ainda estou com bastante medo.
Talvez eu pare de escrever em minha pele com aquela lâmina,talvez até a jogue fora, e todas as minhas palavras que sofri no silêncio da madrugada que tanto me acalma possa gritá-las.
Não prometo perder por completo aquele abraço de cor azul que ainda me envolve,apenas prometo que estou voltando por mais árduo que seja fazer isso.
Agora,algum tempo depois pergunto-me onde estava agora ao menos que localizei-me e sei o quanto estou perdida e quantas milhões de milhas tenho que caminhar a partir daqui para que tudo possa encontrar um rumo, “e se esse caminho já for este rumo?”- Estou perguntando a mim mesma agora mesmo. “E o que este futuro está segurando em suas mãos para me entregar?”- Sempre tenho medo de perguntar-me isso.
Do que eu desistiria para que pudesse uma vez sorrir?
Do que eu sofreria para poder sorrir?
Qual abraço está faltando em minha pele?
Por quais momentos eu lutaria/lutarei até a morte?
E você me disse para continuar anjo meu, e ainda tentando lhe encontrar,vou descobrindo alguns segredos que me faziam correr em círculos.
Minha imperfeição chega a doer, a chuva me conta isso docemente, e prova que tudo bem por isso.
Poderia te ligar agora mesmo e dizer que te amo.
Não será fácil daqui pra frente,
mas quem disse que seria?






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