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Flores brancas para os vivos

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 15 de jan. de 2017
  • 1 min de leitura

Por favor escreva em minha lápide a palavra “Limbo”, ou apenas “Desapareceu”. Por que mais quereria que alguma coisa fosse dita se nada fiz se não ser egocêntrica?

Precisei refletir para que não fizesse isso novamente,entretanto arde constantemente aqueles antigos cortes como lembrança daquilo que serve como escape de toda a realidade, e me pergunto onde estão meus amigos agora enquanto permaneço exatamente aqui,como sempre estarei, a perguntar o que me tornei.

Tira de mim, toda essa vontade,destrua isso e veja o quanto me importo,porque você deveria estar aqui e isto apenas bastaria mesmo que eu esteja assustada sobre várias coisas, encontraria uma forma,só por ti,de permanecer tão bem, e hoje, o que tem para perder?

Segure meus pulsos e veja que batem a um ritmo diferente da direção que meu corpo se encontra, e isso não seria um tanto quanto desesperador?

Percebo que o tempo corrói a si mesmo mais rapidamente a medida que descubro uma pequena forma de esboçar o fraco sorriso, e responda agora mesmo atmosfera, para onde levara toda aquelas nuvens de chuva que sempre aguardo de ti? Por que trouxera este enorme e eufórico medo? Por que ainda me deixa lutar sabendo que destruirei meus inimigos, não os deixarei me ferir,mas ferirei a mim mesma, por descobrir o vazio que existe após cada luta?

Eu arrancaria uma rosa branca e entregaria para cada pessoa que conheço para que saibam como sou, e depois arranharia meus braços até que sangrassem um pouco para que entendessem quem estou sendo.

Fora aquele sussurro fantasmagórico atmosférico que fizera isso, acreditaria outra vez na atmosfera?

Entregaria rosas para os vivos e procuraria Deus em cada um deles.


 
 
 

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