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Fraturas (II)

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 10 de dez. de 2016
  • 1 min de leitura

Olhando além de mim mesma

o futuro se resume ao reflexo de hoje,

dar sem receber,

perder-me sem perceber

e quem se esqueceu de me amar?

Se não estou morta até agora,ao meio dia

como sempre desejam aqueles vermes azuis

significa que alguma fratura,

especificamente em meus ossos,

ocorrera após jogar-me contra as a paredes

de apenas mais um dia destrutivo

mesmo sabendo que temos ainda

bastante que caminhar.

Ainda espero que

quando estiver em minha cama,

um evanescente

sussurre algo esperançoso-destrutivo à mim,

me faça não sonhar, e ainda

sussurre aquela frase

alegre-desesperadoramente-triste:

"Tudo Acabou!"

Então sorriria e finalmente não teria

o medo de perder meu precioso presente.

 
 
 

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