Sangrando.
- Lucas Antero

- 26 de mai. de 2016
- 1 min de leitura

Sobre essa outra ridícula razão de viver
Arrancaram-me dentre os gritos
E a vida se tornou um valioso tesouro perdido
Porque realmente mataram
Aquele Deus que eu ainda pensava em acreditar.
As histórias estão quase todas cobertas
por alguma película impenetrável.
Minha pele arde,meus ossos doem
Não me diga que tudo ficará bem
Porque já tentei explicar para a atmosfera
E a ardência é incessável
E não volte a me dizer quem sou
Porque acabara de matar um Deus
Do qual eu acreditava.
Minha pele sangra,
São meus cortes,
São meus ossos,que doem,
Porque assassinaram esse Deus
E mostraram por fim,
o quanto sou importante para ninguém,
Porque realmente estou perdida,sozinha
Olhando para a realidade imposta
Talvez eu me encontre após o entardecer
E abrace o vazio,chorando,sangrando
Ou abrace as memórias daqueles que perdi
Percebendo que realmente estou sozinha e perdida
Até o findar dos dias.
Então talvez essa noite eu sangre um pouco mais...






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