Tão Quieto... (Poema)
- Lucas
- 28 de mar. de 2016
- 1 min de leitura
Deixei algumas marcas na neve,
ao redor de minha casa,
aquela antiga casa de madeira
que se recusava a parecer sorridente.
-"Espero que consigamos fazer anjos na neve"-me disse.
Espero que as flores de plástico
também se esvaeçam breves
enquanto estão cobertas de branco.
Estamos deitadas no chão frio
olhando para o céu vazio de inverno
e tentando imaginar
onde estamos com nossas vidas.
A neve está tocando nossos rostos agora,
e eu tentando me fundir a ela.
-"Eu a vi sangrar um dia!"-me disse
-"Isso não é o que parece!"
-"Eu sei,também sei que estamos frios como eles!"
Olhamos para a casa de madeira,
que estava á metros de distância
era um ponto marrom no meio do nada.
Tudo estava tão quieto
-"Eu posso ouvir o terceiro planeta Gabriele!"-Ela me disse.
-"E eu consigo sentir a estrela mais próxima,amor!"
Estávamos tão distantes de partir dessa casa
O medo frio congelava-nos por dentro,
E quando olhamos para as janelas
Elas nos contaram aquela história.
-"Eu a vi sangrar um dia Gabriele!"-Repetiu
-"Eu sei.E você não pode contar a ninguém!"







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