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Tempestade de silêncios (Poema)

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 23 de mar. de 2016
  • 1 min de leitura

Nossos corpos inertes mais uma vez

O arco-íris figura-se menos agora

O sol é fraco,troveja

Não se ouve mais como antes

Aqueles passos perdidos,distantes

Estamos sozinhos...

Meu coração palpita mais depressa

Gabriele quer um abraço

Uma leve brisa sopra,absorta

Como moradia de todos os nossos medos e desejos

E também nos traz o sentimento

De que o resto de mundo não existe mais...

Ah doce Gabriele,

Não existe mais ódio contra nós

Não existe mais injúrias

Não existe mais dor

Não existe mais guerra

Não existe mais fome

Somos somente nós dois agora!

E a vida parece respirar livre

Seus ventos encontram-se mais vivos

Acho que descobrimos o mistério...

Ah Gabriele,você ainda parece tão frágil

Como se respirar ainda nos cortasse

Somos somente nós,

E a nossa tão calma solidão!

Pois o silêncio de nós mesmos

É tudo que queríamos

Tudo que sonhávamos

E a tempestade de silêncios,enquanto observamos esse lago,

Reforça nossa existência vazia...

Para alguém como eu que nunca conheci.


 
 
 

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