top of page

Sou apenas o que sou de mim,errante.

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 28 de dez. de 2015
  • 1 min de leitura

Eu perdi aquelas velhas atitudes

de um homem que sempre enxerga o por-do-sol

e ao perceber o quanto errei

retornar tentei

e meus ossos lentamente doeram

e por mais alguns segundos

de desordem cognitiva

eu me fiz perceber

o quanto é engraçado e trágico

querer partir de casa,

e mesmo assim querer ficar

com as pessoas que lá habitam.

Sentado,quieto,discreto

recomponho os pedaços de minha

doce querida consistência

que demasiado ama o vazio e tudo estar limpo

que redescobrindo-me dentre ossos

esforço-me para que não mais

a virtude da indiferença me pegar de solavanco

para arremesar-me de encontro

a um muro de convicções destrutivas

porém,ainda amaria minha existência,

não importando o quanto me levariam a loucura,

e eu não diria adeus sem antes provar,

que não existe nada mais de onde estou partindo,

pois amor é tudo que precisamos agora...


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page