Retorno. (Poema)
- Lucas Antero

- 19 de nov. de 2015
- 1 min de leitura
Se acolho um novo traço de mim,
como que por alguns instantes
longínquo surge aquele sentimento eufórico
que aterra minha alma em desespero.
Ao contrário,se acolho algum simples antigo traço meu
um breve sorriso da simplicidade alegórica
recria-me como uma quase completa pureza do existir
e tudo que digo,tudo que sinto,
me faz ter a vontade de sorriso.
Na casa que habito,
se outrora sorria-me as razões para existir,para ficar,
agora muito mais que tais razões,
a necessidade de questionar,após um solavanco
que nos deixa baqueados
Agora sou,vertente de meus próprios vícios,
meus próprios desejos,minhas próprias emoções,
contrações,
eu sou razão, a causa de minhas próprias lágrimas,
e pobre de mim,
que torturo-me em pensamentos e emoções,
se sadicamente sorrio,outrora reclamo,
sou esse emaranhado de contrações,
e sem convicções alguma,
que caminha pelas vias em convergências
Em um breve aviso,
acho que por talvez externo (as ocasiões)
as vezes retorno para mim,
e sou quase que plenamente
a real essência de ser,a real essência de mim
e tudo vou a existir...







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