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AQUELAS OUTRAS NUVENS ESTRANHAS DISTANTES (Poema)

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 26 de out. de 2015
  • 1 min de leitura

Vociferando algo ridiculamente,

como um desespero de alguém que procura encontrar,

entre aqueles distantes reflexos da realidade tão fresca,

algo que nos faz sorrir.

Eu preciso ir até lá,e perceber como se é tudo,

o que outrora não é aqui,

e perceber que talvez o que me falte,

é apenas seu abraço,

e algumas palavras de amor.

Você esteve aqui há algum tempo e não está mais.

Sabe aquela brisa de domingo,

poeria tanto trazer os sentimentos reconfortantes,

mas você não está aqui, e a brisa passou.

Eu me atreveria a usar

uma máquina do tempo,

não somente para no tempo voltar,

como também para reconstruir toda a existência de uma forma,

que eu não precisasse chorar,

e ser tão profundamente um pensador das coisas existenciais,

mas,se é um fardo que carrego,

como marca de uma existência exilada que não se apaga mais,

Ah fardo,que fez de mim um poeta!

Como se não bastasse dizer que espero a chuva,

aquelas nuvens um pouco escuras e frescas,

elas poderiam vir e tudo deixar de uma forma,

em que a existência seja apenas uma verdade despretensiosa

em que minhas ações,

não sejam tão perfurantes por estarem carregadas de julgamentos alheios

Eu estou vivo, e isso já importa,

preciso de um abraço,e de alguém,

que apareça qualquer dia desses em minha porta,

A chuva trazida por essas nuvens será forte e fria,

e eu espero que esses segredos,

terminem de machucar,

para que eu sangre o que me resta,

das recordações que me fazem chorar.


 
 
 

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