AQUELES TRAÇOS (Poema)
- Lucas Antero

- 24 de out. de 2015
- 1 min de leitura

Acordei nessa manhã tão clara,
que estava a espera da chuva da tarde,
e percebi que alguém havia beijado o corte em minha mão,
ainda tinha o perfume de seus lábios,
e eu soube que me amava
Mas como saber que aqueles que me elogiam,
me amam de verdade?
Eu pretendo existir,
meus densos poemas também
e eu estou muito quieto em minha ilha novamente
e o que acontece de repente,
são os segredos que aparecem tragos pela chuva,
e eu penso que poderia ser legal,
as vezes não tem nada em casa,
e eu preciso sentir a ardência e o frescor.
Tudo bem alguns viverem para me entender,
e não conseguirem?
Um,dois,três,quatro…
tudo está limpo aqui em meu quarto
e eu encontrei a mim mesmo.
Um,dois,três,
eu tenho alguns livros novos
alguns espaços e me sentirei melhor..
Aqueles traços que vi distantes,
não sei se de um final feliz,ou de um fim ruim
apenas um final com todas a emoções possíveis,
não que tudo seja apenas mais um dia,
e quando eu caio me carrega,
e seu sorriso assim diz que a muito tempo isso dói,
e eu gosto disso as vezes, e então algo queima-me por dentro
olho pela minha janela,procurando por ar fresco
vejo que aqueles distantes traços,
são pássaros,
as metáforas de minha liberdade.






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