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A PONTE DO QUERER.

  • Foto do escritor: Lucas Antero
    Lucas Antero
  • 11 de out. de 2015
  • 2 min de leitura

A ponte naquele dia neblinoso estava tão calma,eu estava para atravessá-la.As distantes gotas frias do céu calmamente molhavam meu rosto, e um turbilhão de sentimentos caiu sobre mim.Eu precisava somente atravessar aquela ponte,eu já havia atravessado tantas outras,por que especialmente está estava a me causar tantos sentimentos culposos?. As outras pontes talvez,eu não tenha atravessado por puro querer, e possivelmente essa seja única que eu tenha totalmente certeza de querer meu.

Coloquei meu primeiro pé,a ponte se movera um pouco,existe uma escolha que tomada por nós mesmos, que não machuque alguém? Todos temos opiniões e visões diferentes, e não seria quase um insulto tomar decisões,nem que somente por um instante,para somente agradar a nós mesmos? O certo não seria tomar decisões e praticar ações que criem de você uma imagem que as outras pessoas querem ver?

"A coleividade como igualdade superior entre as pessoas, e assim caminha a sociedade"

Eu estava com os dois pés sobre a ponte agora,que balançava talvez pelos meus pensamentos,ou pelo aumento da intensidade do vento,olhei para trás e vi que várias pessoas estavam ali,algumas me diziam para ir,algumas somente sorriam,outras com o semblante fechado, e outras fingiam não se importar invejavelmente por eu poder querer atravessar a ponte. Eu sabia que do outro lado eu encontraria novos rostos com as mesmas feições,expressões,o que eu deveria fazer,ficar ou partir? E por que não ficar? E por que não partir? Quais são os meus motivos para ficar? Quais são os meus motivos para partir? E por alguns instantes,em ambos os lados,o ódio pairou pelo denso neblinoso ar, e mesmo até dentro de mim.

A neblina amenizou, e eu estava ali,inerte, devido as duas forças de atrito,o porque partir e o porque ficar. Eu não me atrevia em dar nenhum passo a mais,meu silêncio perante a tudo estava me matando lentamente, por ter medo de não agradar a todos, ou machucar alguém,e ao passar a mão levemente em meus lábios podia perceber o relevo das linhas costuradas, eu não queria descosturá-las,era melhor assim,porque alguns de meus pensamentos poderiam assustar muitas pessoas, e assutariam mesmo? Meus olhos queriam desertar das imagens de ambos os lados, e o que eu deveria fazer,ficar ou partir?

Joguei-me da ponte enquanto todos observavam,indiferentes,aflitos e quetionando. E por que o rio? Indecisão? E porque o rio,medo? E onde levaria o rio? Talvez eu dance com os peixes enquanto eu decido.

 
 
 

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